
O Comprador que Decide Antes de Visitar
O novo perfil do comprador de alto padrão e o que ele exige antes de entrar pela porta.
Iusim Estratégia Visual
O comprador mudou. A maioria dos ativos não percebeu.
Em 2025, o mercado imobiliário de luxo entrou em uma fase que o Coldwell Banker Global Luxury chama de "smart luxury" — um ciclo em que compradores de alto patrimônio tornaram-se mais seletivos, mais analíticos e menos dispostos a negociar concessões. Não é retração. É precisão.
Essa mudança tem uma implicação direta para quem posiciona ativos: o comprador certo já formou uma opinião sobre o imóvel antes de agendar uma visita. A questão não é se ele vai visitar — é se a apresentação visual do ativo merece estar na sua lista.
O perfil do comprador em 2025
Três transformações estruturais redefinem quem compra imóveis de alto padrão hoje e como decide.
Compradores em cash, sem pressão de prazo. Segundo o Mid-Year Report 2025 do Coldwell Banker Global Luxury, 96% dos Luxury Property Specialists reportam que compras em cash estão se mantendo ou aumentando entre seus clientes. Além disso, 51% registram aumento efetivo nas transações à vista em relação ao ano anterior. Acima de determinado patamar de patrimônio, não há pressão financeira de tempo — o comprador espera o ativo certo, não o ativo disponível.
Geração X lidera, millennials avançam. Gen X e Millennials são os grupos que mais crescem no segmento de luxo — e estão prestes a herdar US$2,4 trilhões em imóveis residenciais nos EUA na próxima década, segundo o Coldwell Banker Global Luxury Trend Report 2026. Millennials e Gen Z já respondem por 43% das aquisições de alto padrão, segundo o Institute for Luxury Home Marketing. São compradores nativos digitais, que pesquisam extensivamente antes de qualquer contato com um agente. Para eles, a apresentação online não é uma prévia — é a avaliação.
O comprador seletivo. O Institute for Luxury Home Marketing documenta, ao longo de 2025, um perfil dominante no segmento premium: o comprador com clareza sobre o que quer, sem pressão de mercado, que abandona imóveis que não comunicam valor com precisão — independente do preço. Imóveis com apresentação fraca ficam mais tempo no mercado sem propostas sérias — o que aumenta o tempo de venda e gera pressão de desconto na negociação.

O que o comprador seletivo lê na apresentação visual
Com inventário crescente — o segmento de luxo registrou alta de 26% no estoque de residências unifamiliares no Q1 de 2025 e 30% no Q2, segundo relatório anual do Institute for Luxury Home Marketing e Century 21 (2026) —, a apresentação visual tornou-se o primeiro filtro de qualificação.
A lógica é direta: com mais opções disponíveis, o comprador analítico elimina rapidamente os ativos que não passam pelo teste visual. O que ele lê em uma apresentação deficiente não é "imóvel com fotos ruins". É "vendedor que não tratou o ativo com seriedade".
Essa leitura tem consequências comerciais documentadas. Em julho de 2025, imóveis bem posicionados fecharam a 98% do preço pedido. Imóveis que precisaram de reposicionamento saíram do mercado com deságio expressivo — dados da Concierge Auctions (2025) mostram que propriedades com mais de 180 dias no mercado alcançaram apenas 80% do preço pedido original, contra 87% para as que venderam em menos de 180 dias. A diferença entre os dois grupos raramente foi o ativo em si. Foi a forma como o ativo foi apresentado.
A assimetria do mercado de luxo catarinense
No litoral catarinense, essa dinâmica é amplificada por um fator geográfico: a maioria dos compradores de alto padrão não é local.
Em Balneário Camboriú — cidade com o metro quadrado residencial mais caro do Brasil em 2025, a R$14.906/m² segundo o FipeZAP (dez/2025) — e em Jurerê Internacional — onde o tíquete médio atingiu R$6,4 milhões com alta de 41% na comparação anual (Loft/NSC Total, Q4 2025) —, parcela crescente das transações de alto valor envolve compradores de São Paulo, Curitiba, Brasília e do exterior.
Para esse perfil, o processo de qualificação não começa na visita presencial. Começa no momento em que o ativo aparece no feed, no portal ou na apresentação enviada pelo corretor. Se a apresentação não sustenta o preço pedido, o comprador simplesmente não agenda.
O custo invisível de uma apresentação inadequada não é a venda perdida — é o comprador qualificado que nunca entrou em contato.
Precisão antes de visibilidade
A tentação de ativos de alto valor é escalar distribuição: mais portais, mais anúncios, mais alcance. Mas em um mercado de compradores seletivos e cash-buyers sem pressão de prazo, alcance sem precisão gera volume de contatos desqualificados — e consome o tempo do corretor sem produzir negociações reais.
A sequência correta é inversa: qualidade na apresentação visual primeiro, distribuição depois. Um imóvel bem apresentado atrai menos contatos — e mais conversas que chegam à mesa de negociação.
Essa é a diferença entre visibilidade e liquidez.
A posição da Iusim
A Iusim não produz conteúdo para portais. Cria apresentações para imóveis que precisam comunicar o seu valor antes de qualquer visita.
Cada projeto começa com uma análise do imóvel e do perfil do comprador ao qual ele se destina. O resultado não é apenas um vídeo ou um conjunto de fotos — é uma apresentação construída para que o comprador certo tome a decisão certa.
Para imóveis acima de R$10M, trabalhamos com valor base e remuneração atrelada à venda. A Iusim responde pelo resultado da negociação, não pela entrega de um arquivo.
Fontes: Coldwell Banker Global Luxury Mid-Year Report 2025 · Coldwell Banker Global Luxury Trend Report 2026 · Institute for Luxury Home Marketing Monthly Reports 2025 · Century 21 / Institute for Luxury Home Marketing Annual Report 2025 · Concierge Auctions 2025 Luxury Homes Index · FipeZAP dez/2025 · Loft/NSC Total Q4 2025